COMO EXECUTAR JARDINS VERTICAIS ESPETACULARES?

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Plantas para jardins verticais: como fazer a escolha certa?

João Paulo Roberto e seus jardins de estilo urban jungle

Você sabia que as plantas que irão compor o seu projeto representam seu estilo como paisagista? Ou seja, cada escolha é única e se configura na essência do seu jardim vertical. No entanto, algumas opções sempre estão na nossa mente, seja pela beleza ou fácil adaptação da planta ao ambiente. Nesse artigo, vamos entender como escolher as plantas ideais para projetar um jardim vertical exclusivo.

O que diz o cliente?

Em primeiro lugar, na sua visita ao cliente, procure saber quais as expectativas dele para o vertical. Apresente os diferentes estilos de jardins verticais como o formal e urban jungle, bem como mostre seu portfólio para que ele tenha noção do resultado.

Após uma boa conversa explicativa sobre como é projetado o vertical e como o seu serviço será uma solução para o cliente, aproveite para perguntar se há alguma planta que não pode faltar no projeto, ou até mesmo espécies que ele não gostaria que fossem plantadas.

Esse alinhamento com o cliente te oferecerá maior repertório para acertar nas espécies e montar um projeto exclusivo, que supere as expectativas criadas. Mas lembre-se: antes da assinatura do contrato não especifique as plantas, esse já é o seu trabalho e essas informações específicas são parte do processo criativo, portanto, apenas entregue-as junto ao projeto, após fechar a venda.

Escolhendo as espécies

Considerando que a escolha das plantas poderá deixar sua marca/assinatura como paisagista no projeto final, conhecer sobre as espécies e ganhar experiência é um passo muito importante. Então, esteja sempre informado sobre as condições das espécies escolhidas. Não arrisque contar apenas com a sorte.

O primeiro passo para escolha das espécies é conhecer o ambiente e observar as condições limitantes tanto do ambiente em si quanto da sua região. Analise se é um local que recebe muito ou pouco vento, local de boa ou má iluminação natural e se é uma região de clima mais quente ou frio. Esses fatores climáticos são essenciais para escolher as espécies ideais.

O segundo passo é se atentar para a estética das plantas. Devido ao tamanho dos módulos é preciso realizar uma seleção estratégica, a fim de que eles não apareçam. Portanto, espécies pendentes, rasteiras ou escandentes são ideais para jardins verticais. Sempre opte por plantas de aspecto volumoso, bem como considere o tempo de crescimento. De nada adianta escolher uma planta super volumosa se ela demora 6 meses para cobrir o módulo. No que se refere ao crescimento, opte por plantas de crescimento moderado.

Nesse sentido, há dois tipos de plantas para jardins verticais: as de forração e as estrelas. As plantas forração são as que preenchem o vertical, ou seja, literalmente “forram”, ocultando a parede e o módulo. Geralmente, são espécies de crescimento rápido, de menor custo e vendidas em bandejas (mudas jovens). Um exemplo é o aspargo-alfinete, que possui uma textura mais fina e é capaz de cobrir muito bem o módulo.

Aspargo-alfinete



As plantas estrelas são o destaque do vertical. São aquelas que irão chamar atenção de quem passar pelo seu projeto. Normalmente, tem preços mais elevados e vendidas em cuias/vasos (plantas adultas), possuindo um crescimento mais lento. Um exemplo clássico de planta estrela é a costela-de-Adão, que possui uma textura mais grossa e formato de coração, encantando todos que se deparam com ela.

Costela-de-Adão


Outra classificação importante diz respeito à luminosidade, já que a luz é um elemento fundamental para a fotossíntese. Assim, quanto à luminosidade há plantas de sol e de meia-sombra. Uma dica é ir anotando em um arquivo ou caderno as condições de cada espécie para facilitar na hora de projetar o vertical do cliente, de acordo com o ambiente.

 

Guaimbê

As plantas de sol pleno são aquelas que necessitam e/ou resistem a pelo menos 6 horas diárias de luz solar para se desenvolverem, como o Guaimbê. Já as plantas de meia-sombra apresentam maior variedade do que as de sol. Assim, caracterizam-se por apreciarem a luminosidade indireta, não gostam de locais escuros, mas também não resistem ao sol pleno, como a Jibóia. Além das plantas de sol e meia-sombra há as de ambiente interno, que normalmente são espécies de meia-sombra. Em ambientes internos o cuidado deve ser redobrado, já que há menor umidade do ar, menor ventilação e menor iluminação.

Jibóia

A escolha “certa” …

No geral, não há plantas ideais para jardins verticais, mas sim plantas que se adaptam ao ambiente em que o vertical será instalado. Por isso, é importante que você se permita errar e sempre busque maiores informações sobre as particularidades de cada espécie. Se uma planta não se adaptar ao vertical, substitua por outra.

Lembre-se de sempre considerar os desejos do seu cliente, mas nunca deixe as exigências do seu cliente passarem por cima das necessidades de uma espécie. Seja profissional e ofereça alternativas que respeitem as expectativas do cliente, os aspectos técnicos paisagísticos e a saúde das plantas.

Outra dica importante é se limitar a até 12 espécies diferentes para compor o projeto, assim o vertical não terá um aspecto confuso, destacando tanto as plantas forração como as estrelas de maneira uniforme e agradável. Aproveite as dicas e crie projetos verdes exclusivos, deixando sua marca de paisagista pelo Brasil.

 

Redação: Bruna Camargo Correa

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