COMO EXECUTAR JARDINS VERTICAIS ESPETACULARES?

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Como a Arquitetura pode te fazer vender mais Jardins Verticais

Jardim Vertical além de jardim é também revestimento.

O mercado de jardins verticais está totalmente relacionado com o mercado de construção civil e, mais intimamente com a arquitetura. Mas sabe por quê? Ao contrário do paisagista, que na maioria das vezes é chamado no final da obra, o arquiteto é o primeiro a ser contratado. E para o arquiteto, o jardim vertical não é simplesmente um jardim. Para ele, o vertical é como um revestimento, da mesma forma que um papel de parede ou pedras rústicas aplicadas. Só que o vertical não é qualquer revestimento: ele é luxuoso e pode ser aplicado na varanda, na sala, na área gourmet etc. O único pré-requisito é que exista boa luminosidade natural no local.

Assim, o jardim vertical entra no projeto da casa muito antes do jardim externo. E já vai povoando o imaginário do cliente, que passa a sonhar com aquele espaço, ajudando você lá na hora da venda. Mas pensa comigo: Se você fosse arquiteto sairia especificando jardins verticais sem conhecer um bom profissional instalador? Ou uma empresa de confiança? Dificilmente arriscaria, né? Afinal é a reputação dele que está em risco. Já pensou se ele indica alguém e essa pessoa não é profissional, e entrega um vertical que dá vazamentos, umidade, as plantas morrem… Por isso, o networking com esse profissional é tão importante. É o arquiteto que vai especificar o vertical antes mesmo da fundação do prédio. Por isso, decidi falar um pouco mais sobre como a arquitetura influencia e colabora para com a aquisição de jardins verticais. Então, fica aqui comigo porque eu tenho dicas e conceitos importantes para te contar.

Biofilia na Arquitetura

Você já ouviu falar de biofilia? Esse termo não é tão moderno, mas atualmente se tornou uma das maiores tendências do nicho da arquitetura. A biofilia foi popularizada por Edward Wilson, um sociobiologo estadunidense que defende uma relação genética-emocional dos seres humanos com a natureza. Por isso, o conceito de biofilia nada mais é do que a necessidade de estar em contato com a natureza e isso envolve desde as plantas até itens de madeira ou que assumem formas que remetem ao natural.

Considerando que cada dia mais vivemos na correria, a arquitetura assumiu o posto de inserir a natureza no nosso novo habitat, nos deixando mais próximos dela e, consequentemente, mais confortáveis e relaxados. Assim, a vegetação, a iluminação e ventilação natural, as formas orgânicas (sem simetria) e o uso de materiais naturais ou sintéticos que ilustram elementos da natureza, estão conquistando cada vez mais os ambientes de trabalho e as casas modernas. E é claro que o jardim vertical não se distancia disso, por isso a importância de conhecer as novas tendências da arquitetura.

Então, o fato de os arquitetos especificarem jardins verticais está ligado à praticidade e exclusividade para o cliente e ao padrão luxuoso que os verticais assumem. Além disso, os jardins verticais representam a essência da biofilia, pois são de natureza pura. Imagina chegar em casa e se sentar num sofá pertinho das plantas. Ou trabalhar com a vista maravilhosa de um urban jungle. Só de imaginar aposto que você já suspirou e sentiu um conforto. Esse é o objetivo da biofilia na arquitetura e deve ser seu objetivo como paisagista. Então, lá vai mais um argumento de venda: os jardins verticais, além da beleza e exclusividade, estão relacionados ao bem-estar.

Networking com arquitetos

Ter contatos produtivos é bom para qualquer negócio e no nicho dos jardins verticais não é diferente. Por isso, se você projeta jardins verticais é mais do que necessário se relacionar profissionalmente com arquitetos, isso porque a maioria dos orçamentos são fechados a partir desses profissionais, que especificam o jardim vertical no projeto deles.

Quando comecei a trabalhar com verticais eu não tinha contato com nenhum arquiteto e só percebi que era necessário quando os projetos começaram a surgir a partir deles: o cliente irá contratar um arquiteto para projetar sua casa/empresa e é esse profissional que irá especificar cada detalhe da obra, inclusive a presença de um vertical. Assim, se você faz networking (rede de contatos profissionais) com arquitetos a chance de você ser recomendado é muito maior e, além disso, a relação de troca de conhecimentos só irá acrescentar no seu dia a dia como profissional.

A relação com arquitetos é interessante porque é um projeto mútuo e exclusivo, fazendo de você também um decorador e especialista, ou seja, o arquiteto irá passar as coordenadas principais, mas aquela parte do projeto é sua! Isso se distancia do paisagismo tradicional, que geralmente é projetado após o arquitetônico.

Considerando isso, construir uma relação de confiança com o arquiteto ao executar o revestimento verde, faz com que as chances de ele incluir verticais nos projetos aumente, desde que você mostre profissionalismo e revele o vertical como uma solução exuberante para o cliente. Então, isso não diz respeito a ele confiar no seu trabalho de instalador apenas, mas também em te reconhecer como projetista e profissional.

Portanto, siga e engaje os arquitetos da sua cidade no Instagram, interaja com eles, procure saber quais as novas tendências. Participe de mostras de arquitetura como a Casa Cor do seu estado. Converse com cada um dos responsáveis pelos espaços e troque contatos. E uma dica extra: procure saber se há um coworking ou hub de arquitetura e decoração na sua cidade. Esses espaços colaborativos estão crescendo em diversas cidades brasileiras e geralmente reúnem arquitetos, engenheiros, decoradores, fornecedores, imobiliárias, e quem sabe o seu escritório e showroom esteja esperando por você lá. Além de ficar mais barato do que alugar um prédio sozinho, você vai criar a oportunidade de conhecer muitos arquitetos e clientes. Poderá mostrar o seu trabalho e encantar ambos. Entenda que a arquitetura está mais que disposta a inserir o verde na vida das pessoas, tanto pela tendência quanto pela necessidade das pessoas em viverem mais próximas da natureza.

Redação: Bruna Camargo Correa

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