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7 erros ao projetar a irrigação de verticais profissionais

Sabendo que a irrigação é o ponto-chave para projetar um jardim vertical de sucesso, decidi contar os 7 erros muito comuns ao projetar a irrigação para um vertical. Dessa forma, já irei te revelar um fato: para se profissionalizar em Jardins Verticais é imprescindível entender e projetar a irrigação automática em seus projetos.  E sempre procure se atualizar nessa área, para cada vez mais atender melhor os seus clientes. Sendo assim, ler esse artigo já é um primeiro passo, para evitar esses erros e começar a projetar verticais de alto padrão.

  1. Não investir em automação: o maior erro que você poderá cometer é no momento de escolher o que fará a automação, afinal a irrigação profissional precisa de automação. Assim, ela tem como função manter a frequência da irrigação, o que faz com que o vertical fique bonito e saudável. E quem faz essa automação é o controlador – o cérebro dos nossos jardins verticais. Portanto, ao escolher um controlador, prefira sempre o elétrico, de uma marca reconhecida pela qualidade, pois se utilizar um timer à pilha, você corre o risco de ele falhar e comprometer todo o sistema de irrigação, de forma que o cliente só irá perceber quando as plantas começarem a morrer. Só é recomendado usar o controlador à bateria quando não há ponto de energia, no entanto esse controlador precisa ser de uso profissional e não amador, refletindo a qualidade do seu vertical.
  2. Utilizar o tipo errado de gotejo: eu costumo utilizar um tubo de gotejo de 8 milímetros autocompensante da Rain Bird, que garante que todos os módulos recebam a mesma quantidade de água. É comum utilizarem o botão de gotejo aliado a uma mangueira para uso agrícola, a qual eu não recomendo, mesmo que de alta qualidade. Essa segunda opção, além de mais complicada para instalar (é preciso instalar botão por botão na mangueira), pode causar uma inundação no ambiente, pois a pressão da água pode expelir o botão de gotejo, fazendo com que ele fique espirrando água constantemente para fora do vertical. E tenham a certeza de que isso é bem mais comum do que se imagina.
  3. Não utilizar filtro: esse é um equipamento essencial para o sistema de irrigação. Ele deve ser instalado logo após o registro e antes da válvula solenóide, evitando que partículas entupam a tubulação e prejudiquem a funcionalidade da irrigação. Além disso, o filtro impede que as partículas parem na válvula solenóide, de forma que a ventosa não irá fechar por completo e o vertical corre o risco de ser irrigado o dia todo.
  4. Pressão d’água fora do padrão: a falta ou excesso de pressão pode causar problemas na irrigação. A concessionária que fornece água para o cliente é obrigada a fornecer uma pressão de 12 metros de coluna d’água no ponto de chegada, o que é o suficiente para o funcionamento do vertical. Mas, nem sempre essa é a realidade. Não é raro, a cobertura do prédio não ter a pressão adequada, ou o terceiro piso da casa do cliente ter pressão insuficiente. Da mesma forma, muitos clientes, instalam fortes pressurizadores em suas casas o que pode danificar todo o sistema de irrigação. Assim, para medir a pressão é preciso um manômetro, de maneira que seja capaz de identificar um possível problema. Em caso de falta de pressão, é possível resolver a partir de um pressurizador simples, já quando houver excesso o regulador de pressão solucionará o problema.
  5. Não utilização de união com rosca: Parece um simples detalhe, mas essa é uma peça fundamental que vai no meio da tubulação, com o objetivo de unir um tubo ao outro. Mas, ela tem mais uma função importante: através dela, podemos acessar diferentes pontos do sistema de irrigação, sem que seja necessário serrar e fazer emendas desnecessárias. Ela deve ser colocada em vários pontos, sempre colocando uma antes e outra depois dos componentes da tubulação. Assim, se for preciso fazer alguma manutenção ou trocar algum componente não será preciso serrar e fazer emendas, somente desrosquear.
  6. Não ter cuidado com a drenagem: a drenagem faz parte do sistema de irrigação, pois é preciso planejar as formas da água sair do módulo livremente, evitando problemas ao sistema radicular das plantas. Um sistema de drenagem ineficiente, pode acarretar entupimento dos furos do módulo, e água vai empoçar dentro do mesmo. Consequentemente, as raízes das plantas ficarão afogadas e rapidamente morrem asfixiadas. Mesmo quando a situação não é tão extrema, pode ocorrer uma morte gradual, pois um substrato com excesso de umidade dá oportunidade para o surgimento de doenças fúngicas e bacterianas que acabam por matar as plantas. 
  7. Programação Incorreta: a programação do controlador pode levar o seu vertical ao sucesso ou à decadência em questão de semanas. É preciso ajustar a irrigação de forma estratégica e levar em consideração tanto as espécies das plantas escolhidas, e suas necessidades hídricas, quanto também o ambiente onde estará o vertical. Afinal, um jardim ensolarado, perderá muito mais água, do que um jardim na sombra. Da mesma forma, a ventilação também afeta na perca de água. Assim, jardins verticais exposto ao vento, necessitam de mais água, do que aqueles que são protegidos. Por isso, na hora de ajustar o controlador, leve todos esses detalhes em consideração, evitando tanto a falta quanto o excesso de água, para uma irrigação ao mesmo tempo econômica, sustentável e eficiente.

Portanto, se a irrigação é o que faz um vertical ser profissional é preciso garantir que ela funcionará com excelência, sempre considerando que o vertical não pode ser um problema para o seu cliente. Dessa forma, se você evitar esses erros comuns, a irrigação será o segredo do sucesso dos seus jardins verticais.

Redação: Bruna Camargo Correa

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